Acampamento Lobo Trigueiros

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Relatório de actividade

Olhão, 12 de Fevereiro de 2017

Como foi o acampamento, perguntei eu:
-Muito bom chefe, consegui fazer amigos.

São estas palavras sinceras de quem tem objectivos simples, mas por vezes difíceis de concretizar, que definem como decorreu o fim-de-semana.
Acampamento “Lobo Trigueiros” em memória a um dos nossos fundadores, não fosse o motivo o 92º aniversário do Grupo. 28 Janeiro de 2017 no terreno da lagoa, no sítio da Boavista, iniciou-se pelas 9:00h a concentração dos Grupos e Companhia participantes:

  • Grupo 6 de Olhão
  • Grupo 28 de Moura
  • Grupo 60 de V.R.S.A.
  • Grupo 77 de Faro
  • Grupo 166 de Montenegro
  • Grupo 197 de Quelfes
  • Grupo 238 de Lagoa
  • 1ª Companhia de Guias de Faro

10:00h abertura oficial da actividade, mais de duzentos Escoteiros saudaram as bandeiras, momento solene onde entoaram o hino nacional. Após as palavras do anfitrião, os elementos dispersaram no imediato, a fim de se organizarem em subcampos de Divisão onde dirigidos pelos responsáveis de subcampo, montaram as tendas e receberam as primeiras informações sobre as actividades que iriam decorrer assim como o caderno de caça, contendo o cancioneiro de campo entre outras informações de relevo.

Os primeiros de qualquer Grupo são sempre os lobitos, sempre irrequietos e brincalhões, após o arrumo do material, eis que ao meio dia estavam prontos a almoçar e assim o fizeram, todos juntos, e prontamente começaram a estabelecer laços de companheirismo. 14:30, hora de início do jogo, que tinha por tema o planeta terra e consistia em sete postos alusivos a sete países, onde através de “workshops” aprofundaram o conhecimento sobre esses países, destacando-se no final o Karaté e a Capoeira, onde todos deram o seu melhor nos vários exercícios que os instrutores propuseram. O final em grande deu fome, hora do lanche e momento para partilhar as vivências ocorridas.

Tribo de Escoteiros onde a alegria e desassossego próprios da idade estão também aliados á técnica e ao desejo de fazer… desse modo montaram as tendas e construíram tripés e pórtico do subcampo, 12:30 de mochila ás costas puseram-se a caminho rumo ao local dos jogos na zona do mercado em Quelfes. Uma vez lá chegados, almoçaram todos juntos, sempre com muita animação foram divididos em 9 equipas com o objectivo de percorrer dez postos onde se destacaram os carrinhos de rolamentos, o tiro ao alvo e a gincana entre outras divertidas aventuras. Por meio houve ainda tempo para partir o bolo e cantar os parabéns á Mariana Lúcio do Grupo 6. Por volta das 17:30 pausa para o lanche, e como a energia estava longe de estar gasta, houve ainda tempo para saltar á corda e construir pirâmides humanas, das quais os Dirigentes também fizeram parte dando origem a muita risada e animação.

Expedição foi o mote da Tribo de Exploradores e Clã, que logo após a montagem das tendas, equiparam-se para o efeito e divididos em 11 Patrulhas e 5 equipes, receberam a carta topográfica, as primeiras duas coordenadas UTM e os desafios propostos, rapidamente definiram azimute e colocaram-se a caminho. Por trilhos, caminhos e estradas secundárias, foram percorrendo vários postos onde efectuavam desafios de “party escotista” e tinham como objectivo principal decifrar a mensagem, que estava dividida em três partes durante o jogo. A refeição foi leve e feita ao longo do percurso, Quando por volta das 15:00h começaram a chegar ao penúltimo posto, na base do serro de São Miguel na zona do lavajo, foi-lhes entregue uma das partes da mensagem “A felicidade de alcançar o topo” e ai desde logo perceberam o desafio que estava pela frente, subir o serro até o Delta-marco geodésico. Objectivo cumprido, todos chegaram ao cume decifrando a mensagem “A felicidade de alcançar o topo é maior ou menor conforme a dificuldade de cada um em o atingir” e assim compreendendo a mística do desafio “não competir com os outros, competir consigo próprio para atingir cada vez mais e melhor” A descida do Serro foi feita de modo livre onde optaram por vários caminhos, estando todos de regresso pelas 18:45h.

Noite posta, Lua nova e céu nublado, 19:00 horas decorriam a “Animação de Divisão”, as 4 Divisões separadamente envolviam-se com jogos, canções e peças divertidas, entre gritos, palmas e puro convívio a animação foi líder, tinham como objectivo escolher as melhores interpretações para representar a Divisão no fogo de conselho.

As Alcateias escolheram três peças: a do Grupo 6 que era sobre o início do Grupo desde o BigBang, do Grupo 77 que era a lenda das amendoeiras em flor feita com sombras, e a do Grupo 197 sobre a história do Pedro e do lobo.
As Patrulhas da Tribo de escoteiros realizaram a sua animação ainda em Quelfes onde elegeram 3 peças para os representar, onde se destaca pela sua simplicidade contagiante o “Pipipi”, findo a animação regressaram ao campo entoando músicas escotistas.
Os Exploradores após algumas gargalhadas elegeram as que os fez rir mais, as peças da Patrulha Hipo de Moura e o iogurte de manga do Grupo 6. Os caminheiros de Moura brilharam na interpretação do capuchinho vermelho e todos juntos ensaiaram um antigo hino dos escoteiros de VRSA.

Agasalhados convenientemente pois a temperatura era baixa e a humidade dominava, todos jantaram e confraternizaram até o grande momento da noite- o fogo de conselho.
22:00 horas, acendeu-se a fogueira e embalados por duas guitarras cantou-se “Sarça”, inicio épico com o sobem chamas, com a fogueira a teimar em pegar puxou-se pelas gargantas com conhecidos gritos de animação. Já a fogueira ia bem alta, assim como o espirito dos animadores imbuídos pela alegria e energia contagiante dos elementos participantes, tendo todos os intervenientes roçado a excelência nas suas representações destacou-se a “base de Beja” representada pelos companheiros de Moura, foram os que conseguiram arrancar mais gargalhadas à plateia. 23:30 a lenha já queimando baixinho, as mãos entrelaçadas, todos como um só, cantamos a despedida do fogo de conselho que pela sua letra e melodia encheu-nos os corações de fraternidade, esperança e lealdade com a nossa causa ”Tornar o mundo melhor”.

Dá-se o recolher, com alguma dificuldade pois a euforia da azáfama do dia, cheio de actividade, era maior que o cansaço. Pela meia-noite tocou o sinal de silêncio, ficando o campo á guarda dos Caminheiros que divididos em turnos, tiveram uma vigia tranquila sem males maiores a assinalar.


Fim da primeira parte

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